21.12.12

A SÍNDROME DO NATAL TRISTE


Entenda as principais razões da famosa tristeza das Festas
Você fica triste com a proximidade das Festas? (Foto: iStock)

Em meio às tantas alegrias que vemos nas Festas, sabemos que muitas pessoas acabam enfrentando alguns momentos de depressão assim que percebem os primeiros enfeites natalinos nas ruas; que lhes lembram que o Natal e o Reveillon vêm chegando.

Algumas relembram entes queridos que estiveram com elas no ano passado e não estão mais aqui, outras pensam em gente presente em natais mais distantes e que também se foram. Há ainda aquelas que rememoram alegres Natais passados que hoje não têm mais ou, ao contrário, Natais tristes que gostariam de esquecer.

Sentem-se tristes também, os que não conseguiram o que prometeram a si próprios para 2012, os que sofreram muito neste ano, os que perderam amigos e amores, os que estão longe de casa para estudar ou trabalhar.

Todos esses e outros casos, são muito comuns na nossa sociedade e acontecem em todos os anos com muita gente. A tristeza, sem exageros, é normal.

Lembro a todos que, estar um pouco triste de vez em quando, é normal, faz parte da natureza humana. Ainda mais em datas marcantes, que nos mostram que mais um ano já passou e nos cobram atitudes e reações para as quais nem sempre estamos preparados. Mas não devemos deixar essas tristezas anularem o que as Festas têm de bom, como a confraternização, os reencontros, as vitórias conquistadas e, afinal, mais um ano de vida.

Convenhamos: a saudade sempre nos remete a algo bom que vivemos em algum momento, pelo que devemos estar gratos com a vida.Só sentimos falta de quem amamos, de quem nos deu carinho. Não é todo mundo que tem isso para recordar.

Portanto, festeje o que você já teve, já saboreou. E valorize também o que tem hoje, que é muito precioso e pode não ser eterno. Quanto às promessas não cumpridas, perdõe-se e procure retomar o que for viável. Os acertos da vida são feitos de tentavas; não de arrependimentos.

Compaixão pelo próximo
Outras pessoas sentem-se tristes por pena dos outros. Pensam naqueles que nada têm, que sofrem, que não terão uma ceia e que não receberão abraços.

É, sem dúvida, um sentimento nobre, de solidariedade e compaixão. Mas, sendo realista, sabemos que o mundo é assim desde muito antes de nascermos e que não temos nas mãos o poder de mudar tudo e já.

O melhor remédio para essa depressão é preparar-se, já no início de 2013, para ajudar alguém, dentro de suas possibilidades; sabendo que se, todos fizerem o que estiver ao seu alcance, daqui a um ano veremos melhores Festas do que agora.

Há muitos meios, alguns até surpreendentes. Conheci, por exemplo, um mendigo que ajudava muito uma septuagenária solitária, indo jantar diariamente na casa dela e lhe fazendo companhia.

Aos mais ansiosos, digo que não precisam esperar meses ou anos para começarem a mudar a lamentável realidade que lhes entristece nas Festas. Podem começar já. Há muito a fazer agora.

Que tal sorrir para a próxima pessoa triste que você encontrar?

* Alessandro Vianna é psicólogo clínico e sente um enorme prazer em estudar e entender o comportamento humano. Clique neste link para conhecer melhor o seu trabalho.

Publicado originalmente em: 
http://br.mulher.yahoo.com/a-tradicional-tristeza-das-festas-133952828.html

25.11.12

UM SUBLIME ALGUÉM




Agradecimentos: Ângela M. Pereira. 

24.10.12

VÔO DA RENOVAÇÃO





Uma rica mensagem, que já se tornou lição motivacional em vários idiomas pelo mundo todo. Na verdade, a vida da águia talvez não seja exatamente como o texto da apresentação sugere. Mas as alusões às suas habilidades, poderes e capacidade de renovação se inspiram muito bem em fontes como a mitologia grega e até a Bíblia ("...de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia..." Salmos, cap. 103, versículos 3, 4 e 5).

28.9.12

O DIA MAIS BELO


O DIA MAIS BELO? HOJE.  
A COISA MAIS FÁCIL? EQUIVOCAR-SE.
O OBSTÁCULO MAIOR? O MEDO.
O ERRO MAIOR? ABANDONAR-SE.
A RAIZ DE TODOS OS MALES? O EGOÍSMO.
A DISTRAÇÃO MAIS BELA? O TRABALHO.
A PIOR DERROTA? O DESALENTO.
OS MELHORES PROFESSORES? AS CRIANÇAS.
A PRIMEIRA NECESSIDADE? COMUNICAR-SE.
O QUE MAIS FAZ FELIZ? SER ÚTIL AOS DEMAIS.
O MISTÉRIO MAIOR? A MORTE.
O PIOR DEFEITO? O MAU HUMOR.
A COISA MAIS PERIGOSA? A MENTIRA.
O PIOR SENTIMENTO? O RANCOR.
O PRESENTE MAIS BELO? O PERDÃO.
O MAIS IMPRESCINDÍVEL? O LAR.
A ESTRADA MAIS RÁPIDA? O CAMINHO CORRETO.
A SENSAÇÃO MAIS GRATA? A PAZ INTERIOR.
O RESGUARDO MAIS EFICAZ? O SORRISO.
O MELHOR REMÉDIO? O OTIMISMO.
A MAIOR SATISFAÇÃO? O DEVER CUMPRIDO.
A FORÇA MAIS POTENTE DO MUNDO? A FÉ.
AS PESSOAS MAIS NECESSÁRIAS? OS PAIS.
A COISA MAIS BELA DE TODAS? O AMOR.
(Madre Teresa de Calcutá)  

5.8.12

DEZ MANEIRAS DE DESEDUCAR SEU FILHO

 
COMO ESTRAGAR OS FILHOS

O popular juiz de menores de Granada, Espanha, Emilio Calatayud, famoso pelos bons resultados conseguidos na correção de crianças que haviam cometido delitos, oferece este Decálogo em seu recente livro “Reflexões de um juiz de menores”.

O decálogo:
  1. Comece desde a infância dando a seu filho tudo o que ele pedir. Assim crescerá convencido de que o mundo inteiro lhe pertence;
  2. Não lhe dê nenhuma educação em valores; espere que seja maior de idade para que possa decidir livremente;
  3. Quando disser palavrões, ria; isto o animará a fazer mais coisas "engraçadas";
  4. Não o repreenda nunca nem diga que fez algo errado. Coitadinho poderia sofre de um complexo de culpabilidade;
  5. Recolha tudo o que ele deixar jogado pela casa. Assim se acostumará a impor a responsabilidade sobre os demais;
  6. Deixe ele ver tudo o que caia em suas mãos. Cuide para que seus pratos, talheres e copos estejam sempre bem esterilizados, mas deixe que locuplete sua mente de lixo;
  7. Dispute e brigue com frequência com seu marido/esposa na presença de seu filho. Assim adquirirá uma prática eficaz em suas relações afetivas no futuro;
  8. Dê todo o dinheiro que queira gastar, de forma que nunca suspeite que para dispor de dinheiro é necessário trabalhar;
  9. Satisfaça todos seus desejos, apetites, comodidades e prazeres. O esforço pessoal poderia fazer com que se transformasse em uma pessoas frustrada.;
  10. Delegue  sua educação aos professores, mas não a autoridade. Fique do lado de seu filho em qualquer conflito com seus educadores. Pense que eles têm algum tipo de inveja ou preconceito contra ele.
(Emilio Calatayud, Reflexiones de un juez de menores, Dauro Ediciones, 2007). 

20.3.12

MEÇA BEM AS PALAVRAS




Ligue o som e clique em "play".
Agradecimentos: Ângela M. Pereira

8.1.12

A CASA DE CADA UM



Texto de Walcyr Carrasco


Nesta época, gosto de tratar da vida. 
Dou a roupa que não uso mais. 
Livros que não pretendo reler. Envio caixas para bibliotecas. 
Ou abandono um volume em um shopping ou café, com uma mensagem: "Leia e passe para frente!". 
Tento avaliar meus atos através de uma perspectiva maior.
Penso na história dos Três Porquinhos. Cada um construiu sua casa. Duas, o Lobo derrubou facilmente. 

Mas a terceira resistiu porque era sólida. Em minha opinião, contos infantis possuem grande sabedoria, além da história propriamente dita. 
Gosto desse especialmente.
Imagino que a vida de cada um seja semelhante a uma casa. Frágil ou sólida, depende de como é construída. 

Muita gente se aproxima de mim e diz: Eu tenho um sonho, quero torná-lo realidade! Estremeço.
Freqüentemente, o sonho é bonito, tanto como uma casa bem pintada. Mas sem alicerces. 

As paredes racham, a casa cai repentinamente, e a pessoa fica só com entulho. Lamenta-se.
Na minha área profissional, isso é muito comum.
Diariamente sou procurado por alguém que sonha em ser ator ou atriz sem nunca ter estudado ou feito teatro. 

Como é possível jogar todas as fichas em uma profissão que nem se conhece?
Há quem largue tudo por uma paixão. Um amigo abandonou mulher e filho recém-nascido. 

A nova paixão durou até a noite na qual, no apartamento do 10º andar, a moça afirmou que podia voar. 
Deixa de brincadeira , ele respondeu.
Eu sei voar, sim! rebateu ela.
Abriu os braços, pronta para saltar da janela. Ele a segurou. Gritou por socorro. Quase despencaram. 

Foi viver sozinho com um gato, lembrando-se dos bons tempos da vida doméstica, do filho, da harmonia perdida!
Algumas pessoas se preocupam só com os alicerces. Dedicam-se à vida material. 

Quando venta, não têm paredes para se proteger. 
Outras não colocam portas. Qualquer um entra na vida delas. 
Tenho um amigo que não sabe dizer não (a palavra não é tão mágica quanto uma porta blindada). 

Empresta seu dinheiro e nunca recebe. Namora mulheres problemáticas. 
Vive cercado de pessoas que sugam suas energias como autênticos vampiros emocionais. 
Outro dia lhe perguntei: Por que deixa tanta gente ruim se aproximar de você?
Garante que no próximo ano será diferente. Nada mudará enquanto não consertar a casa de sua vida.

São comuns as pessoas que não pensam no telhado. Vivem como se os dias de tempestade jamais chegassem. 

Quando chove, a casa delas se alaga.
Ao contrário das que só cuidam dos alicerces, não se preocupam com o dia de amanhã. 

Certa vez uma amiga conseguiu vender um terreno valioso recebido em herança. 

Comentei:
Agora você pode comprar um apartamento para morar.
Preferiu alugar uma mansão. Mobiliou. Durante meses morou como uma rainha. 

Quase um ano depois, já não tinha dinheiro para botar um bife na mesa!
Aproveito as festas de fim de ano para examinar a casa que construí. 

Alguma parede rachou porque tomei uma atitude contra meus princípios?
Deixei alguma telha quebrada?
Há um assunto pendente me incomodando como uma goteira?
Minha porta tem uma chave para ser bem fechada quando preciso, mas também para ser aberta quando vierem as pessoas que amo?

É um bom momento para decidir o que consertar. Para mudar alguma coisa e tornar a casa mais agradável.
Sou envolvido por um sentimento muito especial.
Ao longo dos anos, cada pessoa constrói sua casa.
O bom é que sempre se pode reformar, arrumar, decorar!
E na eterna oportunidade de recomeçar reside a grande beleza de ser o arquiteto da própria vida. 

Agradecimentos: Ângela M. Pereira.