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20.9.07

SONO: 10 RECOMENDAÇÕES PARA QUEM QUER DORMIR MELHOR

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Ficar acordado quando é hora de dormir. Isso pode ser normal e até desejável para quem faz essa opção voluntariamente ou precisa manter-se em vigília. Mas quando o motivo é a dificuldade crônica de conciliar o sono, a questão pode se tornar uma tortura, além de prejudicial à saúde e ao rendimento físico e mental. Para dormir melhor, estas são as 10 recomendações básicas da maioria dos especialistas:

1º - Estabeleça uma rotina
Ir para a cama e acordar no mesmo horário todos os dias – mesmo no fim de semana – é um jeito de se acostumar a dormir na hora certa.


2º - Calma à noite
Trabalhar ou comer na cama tira o sono. Estabeleça um limite de uma hora antes de dormir para as atividades pouco relaxantes, como conversas animadas e internet.


3º - Evite sonecas durante o dia
O cochilo depois do almoço é saudável e garante o descanso necessário para enfrentar o trabalho no resto do dia. Mas, se passar dos 40 minutos, pode prejudicar o sono à noite.

4º - Excesso de luz
A luminosidade prejudica a produção de melatonina, hormônio que induz ao sono e só é produzido no escuro. Se acordar no meio da noite, procure manter os olhos fechados.

5º - Demorou? Paciência!
Se não conseguir adormecer em 15 minutos, é melhor levantar, ler um livro ou escutar música suave. Volte para a cama quando se sentir sonolento.

6º - Dê tempo à digestão
O processo digestivo demora de duas a três horas. Se você comeu pesado, espere para deitar. E lembre: café, chá preto, refrigerante, bebida alcoólica e cigarro tiram o sono!

7º - Tome um banho quente
Isso aumenta a temperatura do corpo, relaxa os músculos e facilita o sono mais profundo.

8º - Movimente-se!
Exercícios físicos com regularidade ajudam a dormir melhor. Mas evite ginástica ou esportes perto da hora de dormir. A descarga de adrenalina provocada pela ginástica pode causar insônia.


9º - Não leve problemas para a cama
Para muita gente, anotar num caderno todas as preocupações uma hora antes de dormir ajuda a aliviar a cabeça.

10º - Cama não é poltrona, foi feita para dormir
Quem passa muito tempo deitado acaba sem sono.


Síntese extraída do programa Globo Repórter (Rede Globo), apresentado em 14.9.2007, em matéria especial sobre o sono. Para ver o vídeo ou ler a matéria do Globo Repórter, clique aqui.
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30.7.07

MEDITAÇÃO PARA A SAÚDE DA MENTE E DO CORPO



No mundo todo, a meditação é cada vez mais reconhecida como prática terapêutica benéfica para a mente e para o corpo. No Brasil, Ministério da Saúde incentiva postos de saúde e hospitais a oferecer a técnica em todo o País.

A agência do governo dos EUA responsável pelas pesquisas médicas (NIH, na sigla em inglês) reconheceu formalmente a meditação como prática terapêutica que pode ser associada à medicina convencional. Em maio de 2006, o Ministério da Saúde brasileiro baixou uma portaria em que incentiva postos de saúde e hospitais públicos a oferecer a meditação em todo o País.

Essas ações governamentais são sinais da tendência de encarar a meditação não simplesmente como prática de bem-estar, que faz bem apenas à mente e ao espírito. Parar diariamente alguns minutos para se concentrar e se desligar do turbilhão de pensamentos que ocupam constantemente a cabeça também ajuda a manter a saúde física.

"A meditação é diferente da medicina convencional porque quem cuida de você não é o médico. É você mesmo", explica a médica anestesista Kátia Silva, que coordena as atividades de meditação no Hospital Municipal Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo. Na cidade, 70% dos postos de saúde oferecem atividades da chamada medicina tradicional, que inclui acupuntura, tai chi chuan e meditação.

Relativamente recentes, as pesquisas começaram nos anos 70. Uma pesquisa com a palavra meditação no acervo online da Biblioteca Nacional de Medicina, do governo americano, traz 1.400 estudos científicos.

Entre outros benefícios, meditar previne e combate a depressão, a hipertensão arterial, a dor crônica, a insônia, a ansiedade e os sintomas da síndrome pré-menstrual, além de ajudar a reduzir a dependência de drogas.

Esses estudos mostram que a meditação reduz o metabolismo - os batimentos cardíacos e a respiração ficam mais lentos e o consumo de oxigênio pelas células cai. É isso que dá a sensação de relaxamento e tranqüilidade.

As mesmas pesquisas sugerem que prática também interfere no funcionamento do sistema nervoso autônomo, que é responsável, por exemplo, pela liberação dos hormônios noradrenalina e cortisol durante os momentos de stress. Em quem medita, a duração dessas "reações de alarme" são mais curtas. Dessa forma, a pressão do sangue e a força de contração do coração ficam alteradas por pouco tempo, comprometendo menos a saúde.

Apesar de serem evidentes os benefícios, a ciência ainda não consegue entender completamente como a meditação age no sistema nervoso. "Uma das dificuldades é o fato de não serem possíveis testes com modelos animais", explica a bióloga Elisa Kozasa, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Segundo especialistas, mudanças podem ser sentidas logo nas primeiras semanas. A aposentada Maria Elza Lima dos Santos, de 60 anos, descobriu a meditação no Hospital Vila Nova Cachoeirinha. Ela vivia com crises de pressão alta, que passaram após quatro meses de práticas diárias. "Antes, eu era muito nervosa. A cabeça estava sempre cheia de problemas. Aí a pressão subia. Agora fico mais relaxada, sinto uma paz de espírito", conta ela, explicando que no princípio teve dificuldades com a técnica (leia sobre a técnica no texto ao lado). "Levei um mês para aprender a me concentrar."

NA TRILHA DA ACUPUNTURA

O obstetra Roberto Cardoso, autor de Medicina e Meditação - Um Médico Ensina a Meditar (MG Editores, 136 págs, R$ 26), diz que muitos profissionais de saúde ainda têm preconceitos. "Mas isso deve mudar. A meditação começa a trilhar os passos da acupuntura, que já é um recurso reconhecido pela classe médica."

No Brasil, a instituição que mais estuda o tema é a escola médica da Unifesp, o que, segundo especialistas, ajuda a apagar a imagem religiosa e mística que normalmente se tem dos meditadores. A meditação não precisa ser necessariamente ligada a uma crença oriental.

Para que a meditação cumpra seu papel de medicina complementar e preventiva, o psicólogo José Roberto Leite, da Unifesp, explica que ela deve ser diária e constante. "É como comer ou fazer exercícios. Não basta uma semana para que você se mantenha saudável."

(por Ricardo Westin - Fonte: Jornal Estado de São Paulo, 07/07/06)
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