8.7.07

CONSTRUÍDA NOS SONHOS E CONCRETIZADA NO AMOR

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"Que Deus não permita que eu perca o
ROMANTISMO, mesmo sabendo que as rosas não falam...
Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro que nos espera pode não ser tão alegre...
Que eu não perca a vontade de VIVER, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa...
Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas...
Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...
Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia...
Que eu não perca a VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...
Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão meus olhos...
Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigoso...
Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...
Que eu não perca o SENTIMENTO DE JUSTIÇA, mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu...
Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos...
Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VER, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...
Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMILIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...
Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...
Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo sabendo que o mundo é pequeno...
E acima de tudo...
Que eu jamais esqueça que Deus me ama infinitamente!
Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa pois...
A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS E CONCRETIZADA NO AMOR."
(Chico Xavier)
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8.5.07

RELAÇÃO DE CASAL: OS MITOS QUE ATRAPALHAM

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Casal feliz. Quem não deseja chegar lá? É um desejo inerente ao ser humano. Mas também é uma busca que pode estar recheada de enganos e frustrações, principalmente para quem investe nesse objetivo partindo de falsas premissas e de expectativas equivocadas. Nesses casos, nada melhor que repensar as expectativas, rever conceitos, reposicionar-se diante do assunto e, principalmente, derrubar mitos.

É o que propõe a psicóloga Lidia Rosenberg Aratangy, em uma entrevista à revista Veja (edição nº 2000, de 21/03/2007, Editora Abril). Excelente matéria, ótima contribuição da revista às pessoas que buscam uma situação mais satisfatória na vida a dois.

Psicóloga, pesquisadora e professora com mais de 30 livros publicados, dentre os quais O Anel que Tu Me Deste – O Casamento No Divã, Lidia fala sem rodeios, de modo prático e direto, derrubando mitos e propondo, em seu lugar, possibilidades realistas para uma vida a dois.

Como se trata de matéria de alto sentido social e familiar, este Blog reproduz, a seguir, trechos da entrevista, com todos os créditos às fontes citadas.

Veja – A senhora está casada há mais de 40 anos com a mesma pessoa. Isso ajuda a entender de casamento e relacionamento amoroso?

Lídia – Eu não estou casada com a mesma pessoa e também não sou a mesma pessoa. Tanto eu como ele passamos por mudanças, evoluções e involuções (... ) Aquela história de “ela é a outra metade da minha laranja” e “ele é minha cara-metade” não convence, porque duas meias caras podem fazer uma bela cara, duas meias laranjas podem fazer uma bela laranjada, mas duas meias pessoas não fazem um casal. Um casal precisa ter duas pessoas inteiras e diferentes uma da outra. Todo começo de relação amorosa carrega o mito do “fomos feitos um para o outro”, e os dois ficam procurando as afinidades e negando as diferenças. Mas para continuar junto o casal precisa ultrapassar essa etapa e começar a reconhecer as diferenças.

Veja – Mas como se garante que isso vai acontecer? Não dá para combinar antes.

Lídia – Pois é, se combinasse seria mais fácil. Acaba sendo o não dito. O interdito, o que é proibido dizer e aparece nas entrelinhas. Você espera saber a opinião do outro para saber o que deve achar também. Esse é um dos riscos de uma relação longa. Cada um já sabe exatamente do que o outro gosta, os dois ficam viciados nas mesmas escolhas, nos mesmos restaurantes, nas mesmas conversas, e deixam as coisas no piloto automático. De repente, a relação se flagra repetitiva e enfadonha.

Veja – É possível, no casamento duradouro, marido e mulher não virarem pessoas chatas um para o outro?

Lídia – É, desde que cada um mantenha a própria vida. Ninguém deve abrir mão de todas as coisas de que gostava antes de se casar, para ficar só na estreita faixa dos interesses comuns. As mulheres, em geral, estão mais dispostas a abdicar do que gostam e terminam virando reflexo do marido. No princípio, ele pode até gostar, mas com o tempo, vai olhar para o lado e ver a própria imagem. Aí ela vira uma paspalha, sem as qualidades que ele admirava.

Veja – Mas uma certa renúncia não é inevitável?

Lídia – É. Mas a melhor forma de não amargar a vida é: se resolver apostar em algo, aposte com toda determinação (...) Mas é preciso investir na escolha feita. Nós, mulheres, ainda temos a mania de valorizar sofrimento e dificuldade. Já vi mulher se queixando porque o marido comprou o presente que ela escolheu. Queria que ele fizesse um esforço maior para surpreendê-la.

Veja – É saudável discutir a relação?

Lídia – Dificilmente. O homem não fica à vontade, porque aprendeu desde pequeno que falar sobre sentimentos é coisa de mulher. Não podemos esquecer que os homens foram educados por mulheres. Aliás, me espanta que eles não usem isso em sua defesa com mais freqüência. O filhote humano é mergulhado num caldo de progesterona desde que nasce até pelo menos a adolescência, com mãe, avó, tia, babá, professora. Só tem mulher em volta. E todas falam mais do que deveriam. Enquanto perdurar esse esquema, vamos ter homens com dificuldade de falar sobre sentimentos e mulheres se sentindo vitimizadas, sacrificadas. Depois da briga, ela quer conversar. Ele quer abraçar e transar. Na visão dele, conversar com o “inimigo” vai dar mais briga. Por isso, fazer as pazes, ouvir que a mulher gosta dele, para depois conversar, pode funcionar. Mas discutir a relação, na maioria das vezes, é um monólogo do tipo: “senta aí que eu preciso te falar umas verdades”. Eles correm disso e fazem muito bem.

Veja – Quem mais procura ajuda no consultório, o homem ou a mulher?

Lídia – Quase sempre é a mulher, e a queixa mais comum é que “ele não fala”. Outra queixa muito comum é falta de sexo. Quando o casal chega ao consultório, cada um espera que eu vá dizer que o outro é maluco e precisa de tratamento. Mas, na terapia de casal, o meu papel é o de tradutora e intérprete. Algumas vezes, a terapia serve para que o casal consiga ter uma separação digna.

Veja – Normalmente, o que se ouve no fim de um casamento é que a culpa, no fundo, é dos dois. Não existe culpa de um só?

Lídia – (...) A culpa não é de ninguém. No consultório, desmonto logo isso. Além de quererem que eu diga que o parceiro é louco, os casais que me procuram querem que eu diga de quem é a culpa. Culpa é coisa para onipotente, que tem o poder de fazer a coisa certa e não faz. Para nós, reles mortais, não existe isso. Há responsabilidades, isso sim, e conseguir separar uma coisa da outra é essencial.

Veja – Faz sentido tentar salvar o casamento por causa dos filhos?

Lídia – Faz. Se você tem filho, não pode ver o casamento como algo descartável. O casal com filhos cria um vínculo permanente, casado ou não. Se houver uma separação, que ela aconteça com dignidade e cuidado. Agora, dizer que “nós só estamos juntos por causa dos filhos” é desculpa. Se o casal está junto, é porque tem mais coisa, além dos filhos.

Veja – Com todas as transformações do mundo e da sociedade, porque as pessoas continuam se casando?

Lídia –(...) A relação amorosa aparece com a possibilidade de fugir do sentimento de solidão. Quando o casamento foi inventado, seu papel era decidir sobre questões de patrimônio e herança. Só a partir de meados do século XX as pessoas começaram a se casar por amor, com a livre escolha dos parceiros. Hoje, a gente se casa para ser feliz. Pena que a expectativa seja atrapalhada por mitos como o do par perfeito, o do diálogo permanente, o da transparência absoluta.

Veja – Transparência não é uma coisa positiva em qualquer tipo de relacionamento?

Lídia – Nós não somos transparentes nem para nós mesmos, como vamos ser para os outros? Ao contar tudo ao parceiro, a pessoa pode ser de uma crueldade absurda. Precisamos reformular o conceito de felicidade. É fundamental lembrar que frustração é parte da bagagem humana, não desvio de rota. A gente tem de aprender a tolerar frustrações como parte inerente das nossas escolhas. Tem de aprender a tolerar imperfeições. Ser feliz não significa ficar o tempo todo em estado de graça, e sim ter um balanço favorável do momento e enxergar uma possibilidade de futuro.

Veja – Mas dá para resistir à tentação de saber tudo sobre o passado do cônjuge?

Lídia – Se cair nessa tentação, você precisa estar bem preparado para o que vai encontrar. E ainda pode não encontrar nada e deixar o outro mortalmente ferido por sua desconfiança. Só se deve perguntar quando se tem algo a fazer com a resposta. A relação tem de ser avaliada pela forma como a pessoa se sente nela, não pelas caixinhas fechadas.

Veja – Quando a paixão acaba, como fazer para que a relação continue?

Lídia – A paixão na acaba. e ponto final. Ela acaba e volta. É preciso estar atento, porque a paixão depende da surpresa. Por exemplo: há pouco tempo, vi a disposição e a felicidade do meu marido em ajudar a neta de 14 anos a entender matemática e me apaixonei de novo por ele. Casamento não é para preguiçoso nem para covarde. É preciso ter coragem de enfrentar mudanças e diferenças.

Veja – Por que, quase sempre, é preciso que surja uma terceira pessoa para a separação acontecer?
( ... )
Veja – Brigar de vez em quando faz bem?

Lídia – Ninguém precisa procurar briga, mas também não precisa fugir dela. Não se deve ter medo da divergência. Se o casamento for sólido, o casal tolera uma palavra atravessada de vez em quando. É falta, não é cartão amarelo. Da mesma forma, uma certa rotina é bem-vinda, porque permite que você não tenha de fazer escolhas o tempo todo.

Veja – A nova família de pai, mãe, mulher do pai, marido da mãe, quatro avós, quatro avós, meios-irmãos para todo lado está sendo bem absorvida ou anda dando nó nas cabeças?

Lídia – Dá mais nó nos mais velhos, claro, que ainda estão presos a padrões e expectativas antigos. A nova família está sendo absorvida, mas atente para o gerúndio: ela reflete o fato de que a absorção ainda está em processo, lento e gradual. Com alguns percalços inevitáveis, as famílias estão aprendendo a lidar com as novas condições, já que elas são inevitáveis. Continua dando nós, mas estamos ficando bons em desfazê-los.

Veja – Quais são alguns dos mais extremos graus de infelicidade no casamento que passaram pelo seu consultório?

Lídia – Uma das situações mais marcantes, que aconteceu mais de uma vez, é a do casal que potencializava e iluminava o que o outro tinha de melhor e de pior, oscilando o tempo todo entre momentos de extrema paixão e outros de intensa agressão, tanto verbal quanto quebrando tudo em casa. Os dois viviam ou no paraíso ou no inferno. Só não conseguiam viver na terra. Mas o caso mais extremo de infelicidade a que atendi foi o de um casal, junto havia 40 anos, em que ele tinha câncer terminal. A morte ia separá-los e eu tive de acompanhar essa despedida. Ele sofria absurdamente. Foi quando eu constatei que “felizes para sempre” quer dizer fim. Entendi melhor por que as pessoas têm tanto medo da entrega amorosa. Quando dá certo, um vai ter de viver esse processo de perda.

Veja – A mágoa da infidelidade pode ser superada? A marca fica para sempre ou some com o tempo?

Lídia – Depende de como é o pacto do casal. Para alguns, é uma marca que nunca vai sumir. Aliás, medo da infidelidade a gente tem sempre, independentemente de ter acontecido algo ou não. É um fantasma. Ninguém tem garantia numa relação amorosa.

Veja – Ciúme atrapalha muito?

Lídia – Bom, ciúme é inevitável, uma emoção primária, humana. Quem tem umbigo tem ciúme, e isso não tem nada a ver com posse. Ciúme está relacionado àquele momento em que você, criança, está do lado de fora do quarto de seus pais e a porta está fechada. Tem a ver com esse sentimento de exclusão. Agora, no relacionamento amoroso, o ciúme é problema do ciumento e ele não pode jogar para cima do outro.

Veja – Por que a mulher tende a perdoar mais? Como costuma ser a reação de cada um?

Lídia – A mulher percebe a relação como sendo de borracha, maleável, que pode ser esticada ou encolhida. Já para o homem, em geral, é irreparável. A primeira reação dele é querer se separar, como se o casamento fosse um cristal que, ao quebrar, não tem mais conserto. No momento seguinte, porém, os dois podem mudar de idéia.

Veja – Quando é que se percebe que um casamento acabou?

Lídia – O casamento só acaba quando o ressentimento é mais forte que a esperança de ser feliz. A pessoa tem de parar e refletir se a mágoa é realmente grande. O amor tem muitos canais pelos quais o afeto pode se expressar. O sexo é, sem dúvida, um deles, mas existem vários outros, como ternura, cumplicidade, lealdade. Não é preciso usar calcinha vermelha nem mandar o marido se vestir de marinheiro.

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3.5.07

QUANDO ACHAR QUE NADA VAI BEM, PENSE NISSO...


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O filho que muitas vezes não limpa o quarto e está a ver televisão significa que está em casa.
A desordem que tenho que limpar depois de uma festa significa que estivemos rodeados de familiares e amigos.
As roupas que me estão apertadas? Tenho mais do que o suficiente para comer.
O trabalho que tenho a limpar a casa? Tenho uma casa.
As queixas que escuto acerca do governo?
Tenho liberdade de expressão.
Não encontro estacionamento? Tenho carro.
Os gritos das crianças? Posso ouvir!
O cansaço no final do dia? Posso trabalhar.
O despertador que me acorda todas as manhãs? Estou vivo!
Finalmente, a quantidade de mensagens que recebo
significa que tenho amigos a pensar em mim.

QUANDO PENSARES QUE A VIDA TE CORRE MAL, LÊ OUTRA VEZ ESTA MENSAGEM.


(Mensagem recebida de uma amiga, sem citação de autor)
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2.4.07

UMA DAS RAZÕES POR QUE JESUS CHOROU

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Aos que não aceitam os relatos cristãos sobre a Paixão de Cristo, peço licença. Aos que aceitam, peço uma reflexão, aliás oportuna, agora que se inicia a Semana Santa. Contudo, refiro-me a uma reflexão material, física, que independe de vertentes religiosas.

Transcrevo, a seguir, aquilo que alguns denominam de Boletim Médico das últimas horas de Jesus. A descrição a seguir é atribuída a um estudioso francês, o médico Dr. Barbet , discorrendo sobre a possibilidade de compreender realmente as dores de Jesus durante a sua paixão.

"Eu sou um cirurgião, e dou aulas há algum tempo. Por treze anos vivi em companhia de cadáveres e durante a minha carreira estudei a fundo anatomia. Posso portanto escrever sem presunção."

01. Jesus entrou em agonia no Getsemani - escreve o evangelista Lucas – orava mais intensamente. "E seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra". O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas . E o faz com a precisão dum clínico. O suar sangue, ou "hematidrose", é um fenômeno raríssimo. Se produz em condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo. O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus. Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra

02. Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes. Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos.

Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.

03. Depois o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que aqueles da acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo).

04. Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão feroz, o entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da Cruz; pesa uns cinqüenta quilos. A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os soldados o puxam com as cordas. O percurso, é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, freqüentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso.

05. Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas a sua túnica está colada nas chagas e tirá-la é atroz.

Alguma vez vocês tiraram uma atadura de gaze de uma grande chaga? Não sofreram vocês mesmos esta experiência, que muitas vezes precisa de anestesia? Podem agora vos dar conta do que se trata. Cada fio de tecido adere à carne viva: ao levarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. Como aquela dor atroz não provoca uma síncope?

O sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pé e pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas. Com uma broca, é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos; horrível suplício! Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), o apoiam sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. No mesmo instante o seu pólice, com um movimento violento se posicionou opostamente na palma da mão; o nervo mediano foi lesado. Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se, como uma língua de fogo, pelos ombros, lhe atingindo o cérebro. Uma dor mais insuportável que um homem possa provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos. De sólido provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não. Pelo menos se o nervo tivesse sido cortado!
Ao contrário (constata-se experimentalmente com freqüência) o nervo foi destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha.

A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará três horas.

O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; consequentemente fazendo-o tombar para trás, o encostam na estaca vertical. Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical. Os ombros da vítima esfregaram dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos o laceraram o crânio. A pobre cabeça de Jesus inclinou-se para frente, uma vez que a espessura do capacete o impedia de apoiar-se na madeira. Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudíssimas.

Pregam-lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. As feições são impressas, o vulto é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede. Um soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida ácida, em uso entre os militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos se curvam. Se diria um ferido atingido de tétano, presa de uma horrível crise que não se pode descrever. A isto que os médicos chamam tetania, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis, em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios. A respiração se faz, pouco a pouco mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianítico.

Jesus atingido pela asfixia, sufoca. Os pulmões cheios de ar não podem mais esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita. Que dores atrozes devem ter martelado o seu crânio!

Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus tomou um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforçando-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração se torna mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial. Por que esse esforço? Porque Jesus quer falar: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem".

Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça. Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que quer falar, deverá elevar-se tendo como apoio o prego dos pés, inimaginável!

Enxames de moscas, grandes moscas verdes e azuis, zunem ao redor do seu corpo; irritam sobre o seu rosto, mas ele não pode enxotá-las.

Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura se abaixa.Logo serão três da tarde. Jesus luta sempre: de vez em quando se eleve para respirar. A asfixia periódica do infeliz que está destroçado. Uma tortura que dura três horas. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancaram um lamento: 'Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?'. Jesus grita: 'Tudo está consumado!'. Em seguida, num grande brado disse: 'Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito'.

E morre.
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12.3.07

ABUSO SEXUAL NA INFÂNCIA E DESAJUSTES NA IDADE ADULTA

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Um número muito grande de desajustes emocionais e toda sorte de distúrbios da personalidade na idade adulta tem raízes em episódios ocorridos na infância ou adolescência. Dizem as pesquisas e os especialistas que, entre esses episódios, os abusos sexuais aparecem com impressionante freqüência.

Para compreender essa realidade, uma boa reportagem às vezes ajuda mais do que a explicação técnica de um especialista. O texto abaixo reproduz apenas uma reportagem de jornal, mas aborda a questão com clareza e objetividade. Embora o relato não seja de ocorrências e pesquisas no Brasil, pode nos ajudar a compreender o problema, lidar melhor com ele e prevenir que aconteça em nosso ambiente.

12/03/2007
Estatísticas revelam que 67% das vítimas de ataque sexual têm menos de 18 anos

By Chuck Plunkett e Jeffrey A. Roberts
The Denver Post/The New York Times News Service

Quando Patricia tinha sete anos, uma babá a violou sexualmente e roubou grande parte da sua vida.Mais de 40 anos depois, Patricia continua recebendo auxílio terapêutico. Ela já lutou contra a anorexia, a bulimia, o consumo de drogas e álcool, os impulsos suicidas, a ansiedade intensa e a depressão debilitante.

Após a sua terrível experiência com a babá, Patricia voltou à escola incapaz de soletrar palavras simples que já conhecia, como "who" ("quem) e "how" ("como")."Era como se a minha cabeça estivesse dentro de uma caixa de vidro", conta Patricia. "Eu conseguia enxergar. Era capaz de ouvir sons abafados. Mas eu tinha perdido o contato com o meu corpo. Eu sentia um medo extremo de tudo".

A odisséia de Patricia para recuperar o controle sobre a sua vida começou no final da década de 1960, anos antes de o movimento dos direitos das mulheres colocar em cena o espectro do abuso sexual de crianças. Para preservar a sua privacidade, o "Denver Post" não está publicando o nome completo de Patricia.

Uma geração após o início do trauma de Patricia, as mais prováveis vítimas de abuso sexual são de longe os adolescentes jovens e as crianças.Uma análise de cerca de 55 mil casos anunciados de estupros e ataques sexuais ocorridos em 2004 revela que cerca de 67% de todas as vítimas desse tipo de ataque têm menos de 18 anos, e que 30% têm menos de 11 anos.

O "Denver Post" analisou dados divulgados sobre crimes violentos apresentados ao Birô Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês) por agências policiais de 25 Estados norte-americanos, incluindo o Colorado. O banco de dados do FBI é resultado de um programa voluntário denominado Sistema Nacional de Relatórios Baseados em Incidentes (NIBRS, na sigla em inglês). O projeto faz parte de um programa obrigatório do FBI, o Relatório Uniforme de Crimes, que fornece informações bem mais detalhadas, incluindo as idades das vítimas de ataque sexual.Os dados do NIBRS proporciona um raro vislumbre estatístico do elevado número de ataques sexuais denunciados. As estatísticas mais bem conhecidas utilizadas pelos funcionários que atuam na linha de frente do combate ao abuso sexual são fruto de pesquisas quantitativas e não da análise de registros criminais. O "Denver Post" consultou Howard Snyder, pesquisador do Centro Nacional de Justiça Juvenil, que analisou uma amostra mais condensada dos dados coletados de 1991 a 1996. O estudo de Snyder também revelou que mais de dois terços das vítimas tem menos de 18 anos.Segundo os especialistas, o que torna os dados mais perturbadores é o fato de não existir uma solução simples para o problema do abuso sexual infantil.

"A maioria das pessoa não conhece essas estatísticas", explica Vitoria Strong, que dirige o Centro Front Range de Prevenção de Ataques, que promove projetos educacionais nas escolas para a prevenção de abusos sexuais. "Não creio que a maioria dos distritos escolares preste a atenção devida ao problema", afirma Strong. "Isso até que algo de ruim aconteça".Strong e outros especialistas dizem que embora seja comum que os adultos advirtam os filhos a respeito do perigo muito raro de seqüestro por um desconhecido, os estudos revelaram que a maioria dos perpetradores de abusos sexuais é composta por parentes, amigos, professores, técnicos esportivos e clérigos. Irmãos e primos mais velhos também podem cometer abusos sexuais.

E os especialistas dizem que nem mesmo a melhor educação preventiva para as crianças jovens é suficiente."Não se pode esperar que as crianças protejam a si próprias", explica Mary Wyman, conselheira da organização Lost and Found, em Wheat Ridge, no Colorado, que trabalha com vítimas e perpetradores dos ataques sexuais. "As crianças são muito programadas para se submeterem à autoridade", afirma Wyman. "E os indivíduos que atacam as crianças são hábeis em suas ações. Eu nunca conheci um molestador sexual que fosse desagradável".

Sendo assim, os adultos necessitam de dicas específicas sobre como identificarem o potencial perpetrador, dizem os especialistas. Mas quando os distritos escolares oferecem aulas de educação aos pais para a prevenção do abuso sexual, poucos são os que participam."Existe um alto grau de negação desse problema", afirma Peter Pollard, diretor de educação pública do Stop It Now!, um programa da costa leste dos Estados Unidos cujo objetivo é proporcionar educação preventiva para adultos. "Creio, sem sombra de dúvidas, que todos nos beneficiaríamos caso nos focássemos nisso".Muitos Estados exigem que professores e funcionários de escolas informem a respeito de qualquer alegação de abuso sexual de crianças. Mas somente cerca de 60% das escolas de primeiro grau do país estão fornecendo algum tipo de educação para a prevenção do abuso sexual,afirma Pam Church, autora do popular programa Good-Touch/Bad-Touch (Toque Bom/ Toque Ruim)."O problema não é que todos os programas sejam iguais", afirma Church. "Alguns fazem um show de marionetes, que é muito divertido, mas isso não consiste em prevenção".

Church e os seus colegas da ChildHelp defendem uma educação preventiva anual que tenha início já no jardim de infância. Essa educação progressivamente detalhada tem início com três sessões de 30 minutos cada uma. Na quarta série a duração de cada sessão é de uma hora.Como muitos pais não desejam que as escolas forneçam educação sexual aos seus filhos quando estes são assim tão novos - e alguns não querem sequer que as escolas forneçam tal educação em qualquer idade -, Church e outros especialistas frisam que a educação preventiva não procura explicar os mecanismos do sexo, mas sim promover a consciência pessoal sobre o corpo, o pensamento crítico e a prevenção da violência. Mesmo assim, a questão de como alertar as crianças sobre uma questão tão difícil continua sendo complicada.

No Distrito Escolar de Boulder Valley, ao norte de Denver, as autoridades municipais estão elaborando há três anos um programa preventivo abrangente - mas ainda não implementaram integralmente as sessões em sala de aula.A funcionária Katy Fleming lamenta o atraso, e acrescenta: "Todos entendem o fato de que uma criança que foi sexualmente abusada não aprenderá as lições na escola".Esse fato é claro para Patricia. Embora tenha sido uma aluna brilhante antes de ser vítima do abuso, o trauma que sofreu a confundiu tanto que ela teve que, em certos momentos, recorrer à cola nas provas para passar de ano."Eu urinava nas calças", conta ela. "Tive vários ataques de ansiedade. Aos dez anos, estava consumindo álcool".

Histórias individuais como a de Patricia sublinham os crimes denunciados que constam do banco de dados do NIBRS e as conclusões assustadoras a respeito das idades das vítimas de ataque sexual. Mas o banco de dados tem as suas limitações. Como ele é de caráter voluntário, e relativamente novo, muitas cidades grandes não estão contribuindo. Os dados do NIBRS são também limitados, dizem os especialistas, pelo fato de a maioria dos estupros e ataques sexuais cometidos contra crianças jovens nunca serem denunciados, ou só serem notificados vários anos depois.

Os pais têm procurado cada vez mais os programas de educação sobre abuso sexual para ajudarem a manter as suas crianças seguras.Kathy Smith, de Louisville, no Colorado, recentemente participou de uma aula do grupo Parenting Safe Children (Criando os Filhos com Segurança) a fim de aprender mais sobre como proteger Aiden, o seu filho de dois anos e meio. As aulas frisam que a responsabilidade pela proteção dos filhos é dos adultos, diz Feather Berkower, a diretora do programa. Os pais aprendem perguntas utilizadas para avaliar outros adultos, como técnicos esportivos ou os pais de um amigo na casa do qual o filho passará a noite. A aula também fornece dicas sobre como proporcionar às crianças maior controle e consciência. Por exemplo, enquanto ensina Aiden a usar o vaso sanitário, Smith atualmente aproveita esse momento para dar nome às partes do corpo e para incutir conceitos que formam os blocos construtores que vão propiciar uma melhor comunicação à medida que Aiden cresça."Quem é o chefe do seu corpo?", pergunta Smith ao filho. "Você é o chefe do seu corpo".
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27.2.07

FREQÜENTE, PROGRESSIVO E TRAIÇOEIRO, MAS BANALIZADO POR QUASE TODOS NÓS

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São muitos os problemas que podem levar as pessoas ao sofrimento, ao desajuste, ao desespero e à extrema necessidade de ajuda. Doenças mentais, dependência química e falta de ambiente propicio à formação da personalidade durante as fases de desenvolvimento podem ser apontados entre os mais comuns. Mas, no desdobramento das diversas formas de dependência, um dos problemas mais freqüentes, progressivos, traiçoeiros e também de conseqüências trágicas é o alcoolismo.

Ter noção do que é o alcoolismo, suas causas, seus sinais e das suas formas de evolução é muito importante, tanto para o dependente quanto para as pessoas que queiram ajudá-lo.

Essas explicações detalhadas, que incluem dicas para saber se alguém é dependente ou não, estão disponíveis numa página de AA.
Clique aqui para acessar. Neste outro link você encontrará um método simples para avaliar se uma pessoa está bebendo demais .
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12.2.07

VOCÊ OROU HOJE?

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"Hoje, Senhor, agradeço pela noite maravilhosa, pelo cobertor que me aqueceu, pelo meu alimento, por mais um dia de trabalho. E principalmente por mais um dia de vida. Abençoa, Senhor, meus amigos e inimigos, porque eles também precisam de Ti. Abençoa, Senhor, o meu amigo que está lendo esta mensagem agora."
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7.2.07

HOMENS TEMIDOS

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"Aqueles que amam ser temidos temem ser amados, e eles próprios são mais medrosos do que todos, porque enquanto os outros homens temem apenas a eles, eles temem a tudo."

(São Francisco de Assis)
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